Dólar tem leve alta e fecha a R$ 4,25

Criado em 05/02/2020 por Administrador


Moeda terminou o dia com alta de 0,21%, vendida a R$ 4,2580.
Por G1

04/02/2020 09h01 Atualizado há 10 horas

O dólar fechou em leve alta nesta terça-feira (4), depois de operar a maior parte do dia em queda, com os investidores de olho na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que teve início nesta terça e vai até quarta (5).

A expectativa do mercado é de que o Copom corte a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, levando-a para 4,25%, o que seria uma nova mínima histórica. A leitura de investidores é de que a redução dos juros prejudicaria a atratividade da moeda brasileira como moeda de investimento.

A moeda norte-americana encerrou o dia com alta de 0,21%, vendida a R$ 4,2580. Veja mais cotações.

No dia anterior, o dólar fechou em queda significativa, com baixa de 0,84%, a R$ 4,2491. No ano, a divisa acumula alta de 5,97%.


O UBS estima que o Copom não apenas reduzirá a Selic em 0,25 ponto percentual nesta semana como também na reunião de março.

Os sucessivos cortes nos juros que ocorrem há vários meses reduziram a diferença entre as taxas pagas pelos títulos brasileiros e os papéis norte-americanos -- considerados os mais seguros do mundo.

Assim, o investidor estrangeiro tem tido menos estímulo para aplicar na renda fixa brasileira, o que tem prejudicado o fluxo cambial e jogado contra melhora na oferta de dólar no país, destaca a Reuters.

Apesar disso, o UBS ainda projeta queda do dólar até o fim do ano para 4,00 reais, baseada em expectativa de recuperação econômica, de aprovação de mais reformas e em ajuste a expectativa de elevação do juro em 2021.

A última vez que o dólar ficou perto de 4,00 reais foi em 30 de dezembro de 2019, quando fechou a última sessão do ano passado em 4,0129 reais. Desde então, a moeda acumula alta de 6,1%.

No exterior
Lá fora, a China concordou em permitir que especialistas de saúde norte-americanos entrem no país como parte das iniciativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater a epidemia de coronavírus, o que aliviava temores dos investidores sobre a capacidade das autoridades em conter o surto, elevando o apetite por risco.

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