Janeiro Verde faz campanha contra o câncer de colo de útero – Por Jornal Nacional

Criado em 19/01/2020 por Administrador


No Brasil, o mês de janeiro marca a campanha de prevenção contra o câncer de colo de útero. A doença é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país.
Bianca é uma mãe preocupada com a saúde da filha. Anita só tinha dez anos quando se vacinou contra o HPV.
“Aproveitei para explicar para ela, por que estava indo vacinar, qual era o objetivo, o que era HPV, já fiz a aulinha lá”.
O vírus HPV é a principal causa do câncer de colo de útero e é transmitido durante a relação sexual, no contato direto com pele ou mucosas infectadas.
O uso de preservativo ajuda a diminuir o risco de contaminação e o exame de rotina Papanicolau é capaz de rastrear lesões iniciais. Mas a prevenção mais efetiva é se vacinar contra o HPV.
A vacina está disponível na rede pública e é indicada para meninas de 9 a 14 anos e meninos, de 11 a 14. São necessárias duas doses.
Aos 20 anos, Branca de Menezes já se sente segura. Tomou a vacina, mas sabe que esse não é um comportamento comum na geração dela.
“Eu não ouvi de nenhuma amiga minha que tenha tomado. Nem amigo meu. Principalmente amigo meu. Amiga acho que só uma”, diz a estudante.
A falta de informação é o principal motivo da procura tão pequena pela vacina contra o HPV, principalmente na segunda dose.
A campanha Janeiro Verde, da Sociedade Brasileira de Cancerologia, existe exatamente para que se invista na prevenção. É possível evitar uma doença grave com um gesto simples da vacina, lembrando que o tumor de colo de útero é a quarta causa de morte entre mulheres por câncer no Brasil.
“A mortalidade no Brasil ainda é uma mortalidade alta. São mais de seis mil mortes por ano por câncer de colo de útero. Uma campanha como essa no futuro, traz a possibilidade de a gente conversar a respeito de uma geração sem câncer de colo de útero. Vacinar é um ato de amor”, explica a oncologista Andréia Melo.
Homens e mulheres adultos também podem se vacinar, mas em clínicas particulares. Ana Paula se imunizou há dez anos.
“Para que esperar acontecer alguma coisa ruim? Se não tem nenhum efeito colateral, se não prejudica em nada seu organismo, por que não tomar?”, diz a gerente.