Bovespa fecha em alta após seis pregões em queda

Criado em 14/01/2020 por Administrador


Nesta segunda-feira, o Ibovespa subiu 1,58%, a 117.325 pontos
Por G1

13/01/2020 10h09 Atualizado há 12 horas


O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, fechou em alta nesta segunda-feira (13), após seis pregões em baixa, recuperando os 117 mil pontos. O avanço foi apoiado no cenário relativamente positivo no exterior, além da recuperação dos papéis dos bancos do país e avanço das ações da Vale.

Nesta segunda, o Ibovespa subiu 1,58%, aos 117.325 pontos. Veja mais cotações. Nas parciais do mês e do ano, a bolsa registra avanço de 1,45%.

Na sexta-feira, a bolsa fechou em queda pelo 6º pregão seguido, com baixa de 0,38%, a 115.503 pontos.

Variação do Ibovespa em 2020
Pontuação de fechamento
Em pontos
pontos
30/12/2019
02/01
03/01
06/01
07/01
08/01
09/01
10/01
13/01
115k
116k
117k
118k
119k
Fonte: B3
Internamente, a valorização de 3,64% das ações ordinárias da Vale, a R$ 55,30, recuperou o patamar de preço anterior ao rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro do ano passado, destaca a Reuters. Em relatório, o Credit Suisse também adotou tom positivo nas perspectivas para o minério de ferro no primeiro semestre, argumentando que os estoques da China terminaram 2019 em níveis muito baixos.

Após seis pregões em baixa, as ações dos bancos, que têm forte peso no Ibovespa, também se recuperaram. O que puxou a baixa dos papéis nos últimos dias foram as transformações regulatórias e concorrenciais do setor neste início de ano.

As ações do Itaú fecharam em alta de 1,3%, enquanto o Bradesco valorizou 1,07%. Já Banco do Brasil avançou 1,12%.

Na visão do gestor Henrique Bredda, sócio na Alaska Asset Management, a sequência de quedas do Ibovespa, mesmo que tímidas, é uma janela de oportunidade para a compra de ações, uma vez que o ambiente de juros no Brasil estimula a migração dos investidores para ativos de risco, como a bolsa.

"Investidores principalmente locais serão obrigados a entrar na bolsa por uma questão de sobrevivência, uma vez que investimentos tradicionais como os atrelados ao CDI ficam sem apelo, sem retorno real quando expurgados impostos e inflação", disse à Reuters.

Cenário exterior
Já no exterior, a semana começou mais positiva por causa da expectativa em torno do acordo comercial entre China e Estados Unidos, o que pode trazer algum ânimo para os mercados.

A comitiva chinesa liderada pelo vice-primeiro-ministro Liu He deve desembarcar nesta segunda-feira e a previsão é que a "fase 1" do acordo seja finalizada na quarta-feira, com a China concordando em comprar mais produtos agrícolas americanos e implementando reformas, ao mesmo tempo que os EUA concedem algum alívio tarifário aos chineses.