Emergentes têm entrada de US$ 30,7 bilhões em dezembro e fecham ano com saldo de US$ 310 bilhões

Criado em 08/01/2020 por Administrador


Dados do Instituto de Finanças Internacionais mostram que resultado superou os US$ 194 bilhões de 2018, considerado um ano desafiador, mas ficou abaixo dos US$ 375 bilhões de 2017.
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Por Valor Online

07/01/2020 15h56 Atualizado há 14 horas

Os fluxos de portfólio para os mercados emergentes ficaram positivos em US$ 30,7 bilhões em dezembro. Desse total, US$ 12,9 bilhões referem-se a entradas no mercado acionário, enquanto para títulos de renda fixa houve saldo positivo de US$ 17,8 bilhões, segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF).

"A postura acomodatícia dos grandes bancos centrais e a Fase Um do acordo comercial entre EUA e China deram suporte aos ativos emergentes", diz o IIF.



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No fluxo de ações, a China atraiu US$ 10,1 bilhões em dezembro, enquanto o restante dos emergentes ficou com US$ 2,8 bilhões, no primeiro resultado positivo para esse grupo desde julho.

Nos fluxos para bônus, a América Latina teve forte alta, com saldo positivo de US$ 8,8 bilhões, enquanto a Ásia emergente registrou queda significativa, mas ainda com entradas de US$ 4,3 bilhões. Europa emergente, África e Oriente Médio ficaram com os fluxos relativamente estáveis ante novembro.

No resultado fechado de 2019, os fluxos para emergentes somaram US$ 310 bilhões, ante US$ 194 bilhões em 2018 - que o IIF classifica como um ano “desafiador” -, mas abaixo do nível de US$ 375 bilhões em 2017.

O instituto também calcula uma medida mais ampla de fluxos de capital para emergentes, que inclui transações bancárias e investimento estrangeiro direto (IED). Nesse caso, os dados são de novembro, quando os fluxos ficaram positivos em US$ 700 milhões.