Bolsa acelera alta e renova pico histórico, a 115.863,29 pontos, no fechamento - ESTADÃO CONTEUDO

Criado em 24/12/2019 por Administrador


O Ibovespa permanecia no zero a zero ao longo de toda a sessão, bem perto da estabilidade, antes da pausa para o Natal, até que acelerou os ganhos na última hora de negócios – que serão retomados na quinta-feira, 26. Ao final, o principal índice da B3 se aprofundou na linha dos 115 mil pontos, preservada no fechamento desde a última quinta-feira, 19, tida por muitas casas como a referência para o encerramento do ano. Nesta sessão, o Ibovespa oscilou entre mínima de 114.964,34 e máxima de 115.863,29 pontos, atingida no fechamento da sessão, em alta de 0,64%, novo pico histórico. No mês, o índice acumula agora ganho de 7,05% e, no ano, avança 31,83%.

Mais cedo, o único catalisador da sessão – a notícia de que a China pretende cortar tarifas de importação sobre 850 itens a partir de 1º de janeiro, junto a todos os parceiros comerciais – não chegou a empolgar os participantes daqui, em dia de giro financeiro reduzido, a R$ 16,0 bilhões. Em Nova York, os três índices de referência encerraram o dia em novas máximas históricas.

No mercado local, alguma moderação nas perdas da ação da B3, que chegavam a 6% mais cedo e no encerramento apontavam 4,54%, assim como desempenho mais favorável das ações de bancos – especialmente Banco do Brasil, uma ação considerada atrasada e que volta a ser negociada em níveis de quatro meses atrás, em alta de 3,02% no fechamento da sessão -, contribuiu para que o Ibovespa, a uma hora do fechamento, passasse a renovar máximas da sessão, atingindo novos picos históricos intradia.

"Com liquidez tipicamente reduzida no fim de ano, deve prosseguir o ajuste técnico de carteira, na ausência de notícias que deem direção aos negócios", diz Pedro Galdi, analista da Mirae, destacando bom desempenho das ações do setor de varejo, em meio a projeções de que a temporada de vendas de Natal caminha para ser a melhor em seis anos – Via Varejo fechou em alta de 2,64% e Pão de Açúcar, de 1,76%. Nesta segunda-feira, destaque para Eletrobrás ON (+7,00%) e CSN ON (+5,21%), os dois maiores avanços da sessão, entre os componentes da carteira teórica do Ibovespa. Em dia de desempenho positivo para as cotações da commodity, Petrobras ON fechou em alta de 1,47% e PN, de 0,79%.

Apesar de reduzir as perdas observadas mais cedo, a ação da B3 se manteve na ponta negativa ao longo do dia após a Bolsa anunciar conclusão, por meio de procedimento de mediação, de discussões mantidas "com empresa interessada em se tornar infraestrutura de mercado financeiro, sobre o preço e demais condições para a prestação, pela B3, de serviços de transferência de valores mobiliários". Em comunicado ao mercado, a bolsa não informa, mas o acordo envolve a ATS Brasil.

O boletim Focus desta semana trouxe projeções de Selic e IPCA estáveis para 2020, com a estimativa para o PIB um pouco mais alta, passando de 2,25% para 2,28% – há quatro semanas, estava em 2,20% -, em novo sinal de melhora da percepção do mercado sobre o próximo ano, um ajuste que contribuiu para colocar o dólar à vista para baixo na sessão. A moeda americana fechou o dia em queda de 0,32%, a R$ 4,0817, acumulando até aqui perda de 3,75% no mês. "É preciso ver ainda se não é um novo voo de galinha, lembrando que os últimos anos têm começado com projeções melhores, ajustadas para baixo ao longo do caminho", diz Thiago Tavares, analista da Toro Investimentos.